WEB EDITOR – Nova Profissão de Futuro

Fev 02

A  forma como os jornais e outras publicações impressas, sejam regionais ou de âmbito nacional, se apresentam, tende a mudar muito rapidamente. As vendas em banca diminuem e as assinaturas vão pelo mesmo caminho. O jornal do futuro terá de interagir com os seus leitores, dando-lhes o poder se segmentar a informação que querem ler e sobretudo onde a querem ver. Terá ainda de tirar partido das redes de social web e da escala da dimensão dos seus seguidores.

Assim não será de admirar que os jornais tirem cada vez mais partido da Internet, disponibilizando nas suas versões on-line, blogs temáticos. forums, subscrição de feeds rss, podcast, ligação ao Twitter ou ser fã do jornal no Facebook. Por outro lado vai ser possível transformar o leitor num repórter do próprio jornal, disponibilizando espaço para blogues, comentários, fotos e vídeos. A comunicação será uma arte de ouvir, aprender e partilhar.

Esta transformação não está tão longe quanto se pensa. Nos Países onde existem estratégias de social media, os jornais não são um mundo à parte, e muitos deles já integram nas suas versões on-line algumas das ferramentas que atrás apontámos. Por uma questão de justiça, será conveniente dizer que os principais jornais portugueses já adoptam algumas destas práticas. Mas há mais por onde ir, e essa é uma tarefa que os gestores não devem dar por concluída.

Tão importante quanto o segmentar a informação que o leitor pretende ler, é saber onde a vai ler. A versão em papel não é apelativa às novas gerações. E existe uma grande mobilidade. O futuro da computação está no computador de bolso, que servirá de telemóvel, computador e leitor de media. O ano de 2009 assistiu ao aparecimento do Kindle da Amazon. Mais recentemente foi lançado o QUE Reader da Plastic Logic, e na semana passada assistimos ao estrondo da fantástica apresentação do I-PAD da Apple. Estes equipamentos têm versões electrónicas dos principais jornais, e como possuem placas wi-fi ou 3G os conteúdos podem ser descarregados, todos os dias, a partir de um qualquer wi-fi hotspot. O papel a pouco e pouco vai ser substituído, não apenas por ser pouco atractivo às novas gerações, mas também por políticas de preservação das florestas e consequentemente do ambiente.

É para esta realidade, estou certo, que os proprietários dos jornais ( regionais e nacionais ) se estão a preparar. A definição de estratégias neste domínio é muito importante, e saber em que meios se deve investir é um processo que deve ser convenientemente estudado.

Ao aderirem, ou criarem, redes de social media nas suas publicações, os jornais irão ter uma considerável rede de seguidores e fans, que por sua vez têm a sua própria rede e assim sucessivamente. Significa isto que se podem aproveitar estas sinergias para novas formas de publicitar, e vender produtos e serviços em cross ou upselling em acções desenvolvidas pelo próprio jornal.

As estratégias, sejam elas quais sejam, têm de contar com novos perfis de profissionais. Um deles será o Web Editor. Vou dar um exemplo. Neste blog procuro dar informações sobre negócios e alguns conselhos para quem quer criar a sua própria actividade. O facto principal é que eu produzo conteúdos que podem interessar a um determinado nicho de leitores.  O teor da informação que presto, pode servir a jornais ou outras publicações que busquem conteúdos nesta área. Ao contratarem os meus serviços como Web Editor, estas publicações têm acesso a toda a informação que eu produzo.

Mas a função de Web Editor não fica por aqui. Como todos os posts podem ser partilhados, ou serem seguidos via Twitter ou Facebook, o Web Editor terá ainda a seu cargo a gestão de todos estes contactos, e classificar os mesmos de acordo com determinados pressupostos, que conduzam não só à segmentação que cada seguidor pretende, mas também preparar o caminho aos marketeers na definição das políticas de comunicação com esse leitor.

E que tipo de conhecimentos, e perfil,  devem ter para executar estas funções. Têm obrigatoriamente de possuir as seguintes valências :

- Produção de conteúdos que tenham relevância para o nicho que pretendam atingir.

- Bons conhecimentos de aplicações social media como Twitter, Facebook, WordPress, Flick-R, YouTube, MySpace, Linkedin, Digg, Delicious, Stumble Upon, Reddit e outros.

- Perfil psicológico para trabalhar a partir de casa. Necessita de um computador com software apropriado e ligação internet rápida.

- Atitude e capacidade para cumprir prazos.

- Actualização constante e capacidade de investigação de oportunidades na www.

Dentro de 10 anos ( ou se calhar ainda antes ) vamos ser confrontados com uma série de profissões que hoje podem ser consideradas extravagantes. A ideia que apresento é para ser posta em prática JÁ! Os primeiros a chegar vão ser os mais beneficiados, porque existe um mercado muito grande por via de as estratégias para este tipo de media ainda agora estarem no seu início.

 

2 comentários

  1. profissional /

    A profissão do momento é a pedagogia, as maiores empresas dos paises desenvolvidos estão investindo em profissionais que possam criar um ambiente de aprendizagem nas empresas – esse profissional é o pedagogo – a moda agora é universidade corporativa e ambiente de aprendizagem organizacional. Os profissionais aprendem a aprender no seu ambiente de trabalho e em todos os ambientes….acho que vou fazer pedagogia…uhuuuuuu

  2. GOSTEI MUITO FOI O UNICO QUE ACHEI COM ESSE ASSUNTO.

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